sábado, 11 de junho de 2011

Estratégias de Aprendizagem

    A informática é um recurso pedagógico que vem ganhando muito espaço no campo educacional, favorecendo que as estratégias do professor, passem a ser mais difersificadas e atendam as necessidades individuais dos alunos.
    Uma experiência bem sucedida que posso compartilhar com  vocês é de um aluno autista matriculado no segundo ano do Ensino Fundamental.
    Os professores traziam como demanda que o lápis e o caderno ainda não tinham significado a este aluno, que mesmo frequentando esta Unidade Escolar pelo terceiro ano, ainda não conseguiam que as atividades de registros tornassem funcionais ao aluno.
    Ao observar o aluno, percebia que nas aulas de informática, o mesmo mostrava-se muito interessado pelos jogos apresentados, momento no qual o aluno conseguia permanecer mais concentrado.
    Assim, planejando junto ao professor, traçamos objetivos que o computador se tornasse um recurso para as atividades de registro,  continuando a oportunizar o momento dos jogos educativos, mas que também pudesse incluir o registro neste espaço.
    Inicialmente utilizamos o recurso do "Paint", onde o aluno começou apenas registrando a sua maneira, para que pudesse explorar os recursos disponibilizados neste software, para depois o trabalho ser direcionado ao professor.
    Hoje, o aluno já conhece e usa adequadamente o paint, utilizando-o inclusive para registar o seu próprio nome, ação esta que ele não realizava anteriromente.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Práticas Inclusivas

      Quando pensamos na inclusão, muitas vezes, somos provocados a repensar nas práticas existentes no contexto escolar. É nesta perspectiva que realizei uma atividade com alunos do quarto ano do Ensino Fundamental, com o objetivo de qualificar as relações com as duas alunas com deficiência que estavam neste grupo.
      Primeiramente os alunos realizaram uma dinâmica onde tinham que escrever uma qualidade de seu colega e os colegas também escreveriam suas qualidades... a diferença é que essas qualidades eram escritas num papel que estava nas costas do aluno, ou seja, não importava saber quem escreveu, mas o que escreveu.
      Foi muito interessante observar a expectativa que os alunos estavam para tirar o papel das costas e verificarem o que o outro tinha escrito a seu respeito.





      Após a realização da atividade, compartilhamos a história "Arca de Niguém"

      Realizamos uma discussão frente as diferenças e os alunos levantaram questionamentos como:
- temos que respeitar uns aos outros;
- que bom que cada um é de um jeito;
- ser paciente e saber esperar também é uma qualidade que devemos ter;
- cada um aprende de uma maneira e em tempos diferentes.

      Avalio que a atividade foi produtiva, acreditando que conseguirão ter um outro olhar diante da diversidade existente em uma sala de aula.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

domingo, 20 de março de 2011

Atendimento Educacional Especializado - AEE

O Atendimento Educacional Especializado deve ser ofertado aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular e ser oferecido no contraturno do seu período escolar.

É um "conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e  pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular. Este deve integrar-se a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas." DECRETO Nº 6.571, DE 17 DE SETEMBRO DE 2008

Para muitos professores foram oferecidos na modalidade a distância, formações referentes ao AEE,  sendo oportunizados materiais impressos, conforme os links abaixo:

Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado

AEE - Pessoa com Surdez

AEE - Deficiência Física

AEE - Deficiência Mental

AEE - Deficiência Visual





sexta-feira, 11 de março de 2011

Escola dos diferentes ou escola das diferenças?


     Se considerarmos que a escola é um espaço para todos, os alunos construirão os conhecimentos com ritmos e tempos diferenciados, usufruindo deste espaço a sua maneira. Nesta perspectiva inclusiva, os alunos são convidados a serem o que são, únicos, singulares, percebendo-os como pessoas que se diferem uma das outras.
     Uma proposta de ensino inclusivo acontecerá quando todos os profissionais que compõe o espaço educacional estiverem de fato envolvidos e na medida em que as mudanças forem necessárias, esses novos desafios deverão ser assumidos por todo o grupo.
     Desta forma, o Projeto Político Pedagógico será o instrumento que refletirá a singularidade desta escola, valorizado a grande diversidade existente neste espaço.

Fonte
ROPOLI, Edilene Aparecida et al. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2010.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Para quem não conhece esta feira, vale a pena conferir!!
Ela acontecerá gratuitamente no Centro de Exposição Imigrantes - SP, entre os dias 14 a 17 de abril de 2011.

Maiores informações:
http://www.reatechvirtual.com.br/

terça-feira, 8 de março de 2011

Socializando...
Acessem o link e leiam a reportagem:


Educação na diversidade

Por Tatiana Zanini da Silva Patiño

Se realizarmos um percurso histórico, podemos considerar que muitos dos alunos que por vários motivos estavam fora da escola (por distância, por culturas diferentes, por serem deficientes), hoje já tem o acesso garantido, mas será que isto é suficiente??
É fato que o acesso a escola não é garantia de permanência e muito menos de qualidade de educação. Se focarmos na Educação Inclusiva, um dos grandes desafios atuais nas escolas pública é o ensino de qualidade.
Sassaki (1998) destaca que:
Educação inclusiva é o processo que ocorre em escolas de qualquer nível preparadas para propiciar um ensino de qualidade a todos os alunos independentemente de seus atributos pessoais, inteligências, estilos de aprendizagem e necessidades comuns ou especiais. A inclusão escolar é uma forma de inserção em que a escola comum tradicional é modificada para ser capaz de acolher qualquer aluno incondicionalmente e de propiciar-lhe uma educação de qualidade. Na inclusão, as pessoas com deficiência estudam na escola que freqüentariam se não fossem deficientes. (SASSAKI, 1998, p. 8)

O desafio está em buscarmos uma educação para todos, que atendam as necessidades de todos, respeitando as diferenças existentes na humanidade.
Os preconceitos e mitos enraizados em nossas culturas e muitas vezes em nossas práticas (afinal, fazemos parte desta história), tem de ser mudados, temos de ser transformadores de nossa própria história, mesmo que para isso, precisemos repensar sobre os nossos princípios e nossas atitudes, tendo como objetivo compartilhar com o outro, partindo de suas possibilidades, cooperando e aprendendo junto com o outro.
O contexto escolar apresenta grandes problemas e ao mesmo tempo, grandes desafios. Estamos distantes de aceitar a diversidade humana com qualidade, mas temos que começar, seja por um querer, por um desejo, por acreditar que é possível fazer uma educação longe de preconceitos.